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História

Publicado em 17/09/2014 às 10:35

No sul do Brasil não haviam grandes tribos indígenas que defendessem seu território, eram somente pequenas aldeias que migravam constantemente, por esta razão não constam na história grandes batalhas.

            Entres as aldeias que passaram por aqui estavam os Umbus, Humaitá, Taquaras, Itararés, Sambaquis e Tupis-guaranis mais conhecidos como carijós. A área de Sombrio e Santa Rosa do Sul era uma das mais habitadas pelos carijós, provavelmente os primeiros moradores do local. Os primeiros europeus a fazer contato com os índios nesta região, foram os espanhóis.

            A partir do século XVIII, com o surgimento de empreendimentos agrícolas no país, houve uma distribuição de terras. Nesta época foram adquiridas por Manoel Rodrigues da Silva e Luciano Rodrigues da Silva as sesmaria, que abrangiam uma área desde Araranguá até as margens do Rio Mampituba, junto ao Governo da Província de Santa Catarina.

            Os Imigrantes foram chegando em meados de 1860, eles eram italianos, alemães, africanos, espanhóis e portugueses vindos do Rio Grande do Sul, geralmente das cidades de Torres e Dom Pedro ou Alcântara e de Santa Catarina das cidades de Içara e Criciúma em sua maioria.

            Um fato ocorrido chamou a atenção dos moradores, aconteceu mais ou menos assim: Dois senhores perseguidos pelo polícia refugiaram-se em um morro, mas foram encontrados pelos soldados, um estava ás margens da Lagoa de Sombrio, que sob pena de morte foi obrigado a contar o paradeiro do outro, então os dois foram executados no morro.

Esta história ficou tão popular, que acabou originando o nome do local “Morro das Mortes”. Assassinatos assim, de cunho político, ocorriam nesta época, ou seja, durante a Revolução Federalista em 1894.

Mais tarde a coincidência da chegada de três famílias, cujos patriarcas chamavam-se Alfredo, fez com que o lugar passasse a ser conhecido como “Três Alfredos”. Os Alfredos eram Alfredo José dos Santos, que era dono do porto da Lagoa de Sombrio, Alfredo Calazans Emerim, farmacêutico e AlfredoTeixeira da Rosa, comerciante.

Através do porto transportavam-se entre Santa Catarina ao Rio Grande do Sul, açúcar, farinha de mandioca e banana, por de embarcações movidas a remos e velas  . Haviam também os galpões, suspensos sobre as águas da lagoa, onde eram armazenados os produtos para comercialização, ou para futuro transporte.

O comércio não acontecia somente ali, havia trânsito de carroça, carro de boi, cavalos e mulas, nas estradas. Uma delas chamava-se Farroupilha, por onde os tropeiros geralmente passavam.

Os tropeiros que desciam a Serra geralmente traziam charque, pinhão e queijo, para serem vendidos e compravam ocasionalmente açúcar, laranja, farinha de mandioca, polvilho e cachaça, eles vinham de Cambará do Sul e de Lages.

Um fato curioso, é que algumas das propriedades possuíam uma roda dágua, que além de ser bonita, era também um meio de energia que movia moinhos, ou ainda para outros fins energéticos. Também havia propriedades que possuíam uma gruta com uma imagem sacra, decorada com flores.

A construção da Igreja começou em 10 de outubro de 1928, as contribuições ficaram a cargo de Alfredo Teixeira da Rosa, Alfredo Calazans Emerim e Natalino Taixeira da Rosa, responsáveis pela edificação.

O Vigário da Paróquia Padre Antônio Luiz Dias, de Araranguá, percebeu que haviam muitos sobrenomes Rosa, então verificou-se junto a Comunidade a escolha da Padroeira, decidindo-se por Santa Rosa de Lima. Veio de Porto Alegre/RS a imagem da Santa, doada por Alfredo Calazans Emerim. O sino veio de Torres/RS, doado por Alfredo Teixeira da Rosa e Jacó Magnus. O primeiro Vigário de Santa Rosa do Sul foi o Frei Raimundo Simoneto.

Em 1932 Três Alfredos passou a ser chamada “Santa Rosa”, em homenagem a santa padroeira, tempo depois o local passou a categoria de Distrito da cidade de Sombrio, através da Resolução 01/55 de 24 de novembro de 1955.

Por resolução da Câmara de Sombrio e homologado pela Lei nº 1.109 de 4 de janeiro de 1988, Santa Rosa é emancipada, desligando-se de Sombrio e recebendo a palavra “do Sul” devido a outro município no Brasil com o nome de Santa Rosa. Passou então a chamar-se “Santa Rosa do Sul”.

 

Fontes:

Silvia Canto - "Redescobrindo Meu Chão";

José Cláudio Ramos Rodriguês & Maria da Conceição Mariano Bitencourt - "O Desenvolvimento Histórico, Político e Cultural do Município de Santa Rosa do Sul".